sábado, 11 de julho de 2009

Unforgiven

O perdão é divino, é sábio, é necessário, na maioria das vezes, é difícil, sofrido, penoso, pode ser uma atitude altruísta, de coragem, de desprendimento, mas, no fim de tudo, o perdão é mesmo libertador. O perdão liberta. Retira o peso de algo que é desnecessário sentir. Mas o que penso é que por mais que seja benévolo praticar o perdão, em muitos casos, perdoar é impossível. São as atitudes, ações consideradas “imperdoáveis”. Elas podem ser de cunho social, quando ferem toda uma sociedade,causam uma comoção geral, mas podem ser únicas, íntimas e ferirem apenas a um único ser. É difícil elencar as atitudes imperdoáveis. Conheço tantas que não caberiam nesse texto, mas conheço uma atitude “imperdoável” que acho a maior de todas: a auto-sabotagem. É quando nós agimos contra nós mesmos, quando abdicamos de nós, do que queremos, do que acreditamos. Tão sagrado quanto o perdão é não nos abandonarmos, não perdermos nossa essência, é não deixarmos de ser aquilo que, realmente,somos, é não nos mascararmos em hipótese alguma, sob nenhum pretexto ou contexto;o contrário a isto, será de fato, imperdoável.

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