Vejo o tracejado.
Observo o caminho errado.
O mesmo de outros tempos.
As pedras do caminho continuam lá.
São as mesmas testemunhas mudas.
Sabem daquela cor do céu.
Azul, de brigadeiro, para vôos magníficos.
O sol que ofusca, cega.
A sede de chegar ao pote, desnorteia.
A ânsia.
O salto.
O gosto do inesperado, do desconhecido,
do que se pré-supõe que não se conhece ou se conhece?
Demasiadamente.
Se encoraja, infla.
Então, pula!
De braços abertos se lança ao nada.
Certo de que está sob a proteção do divino.
Que é sagrado.
E sente a sutileza do vento que bate,
O carinho que faz,
O coração que acelera, a boca seca.
São minutos, são horas.
O devaneio da viagem ao chão.
Que está logo ali,
Mas não importa saber "se".
Até chegar.
Então cai.
Quebra.
Ouve rir o vento.
Como se zombasse do
ceticismo ilógico, irreal.
O silêncio invade.
Enfim, despedaça.
Estraçalhado,
não se juntará,
nunca mais.
terça-feira, 14 de julho de 2009
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