Verde
Ao longe
Olho o relógio
O passar do tempo
Interrogo
Ao desassossego
que acompanha a
ansia do silêncio
Imploro
Almejante desavisado
Inutilmente
Na sombra
Calo
Sigo, mudo
Por certo
Qualquer incerto
Rumo
No breu
A esmo
No solário
Protejo
Pensamentos inertes
aprisionados na
memoria do coração
Trago
A verde esperança
que é a primeira
a nascer
E a única
a nunca morrer
Mesmo, muitas vezes,
Figindo-se morta.
sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Institucional
O coração está institucionalizado
As relações estão covardes
Como os chefes nos biros de suas
empresas
Você é um microcomprador
de ações que não valem nada
Porque os sentimentos estão
em queda
Livre
De qualquer realidade
O sorriso amarelo
Corresponde completamente
A falta de clareza de tudo
É o piloto automático
dos tempos atuais
Como bugigangas na 25
Corações estão expostos
e avaliados como mercadorias de quinta
A que ponto estão institucionalizadas
nossas vidas reais e a que preço
todo o resto vai se perdendo
feito areia em deserto
Sob tempestade de vento.
É o nada, pelo nada.
É a falta de fé
A desistencia antes de tentar
A falta de crer
Acreditar
O medo que corrompeu
Afasta as possibilidades
Cria dilemas
Consome em fogo brando
Aquilo que não arde
Só tremula
Feito bandeira
Hasteada em batalha
de guerra perdida
O exercito partiu
Agora ele é institucional
Sem guerra e sem bandeira,
Faz parte do sistema.
As relações estão covardes
Como os chefes nos biros de suas
empresas
Você é um microcomprador
de ações que não valem nada
Porque os sentimentos estão
em queda
Livre
De qualquer realidade
O sorriso amarelo
Corresponde completamente
A falta de clareza de tudo
É o piloto automático
dos tempos atuais
Como bugigangas na 25
Corações estão expostos
e avaliados como mercadorias de quinta
A que ponto estão institucionalizadas
nossas vidas reais e a que preço
todo o resto vai se perdendo
feito areia em deserto
Sob tempestade de vento.
É o nada, pelo nada.
É a falta de fé
A desistencia antes de tentar
A falta de crer
Acreditar
O medo que corrompeu
Afasta as possibilidades
Cria dilemas
Consome em fogo brando
Aquilo que não arde
Só tremula
Feito bandeira
Hasteada em batalha
de guerra perdida
O exercito partiu
Agora ele é institucional
Sem guerra e sem bandeira,
Faz parte do sistema.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Felicidade
Felicidade que nunca é eterna
Sempre efêmera
Corre rápido
Por ninguém espera
Felicidade que se aguarda
Guardada e de repente
acontece do nada
Felicidade que vem,
invade
toma conta
e quando vai
Não se despede
Felicidade que voa longe
Desatinada
Desabalada
Até que some
Sempre efêmera
Corre rápido
Por ninguém espera
Felicidade que se aguarda
Guardada e de repente
acontece do nada
Felicidade que vem,
invade
toma conta
e quando vai
Não se despede
Felicidade que voa longe
Desatinada
Desabalada
Até que some
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Bijou
Foi sem razão
O fim e o começo
Não merecia destrato
Nem desprezo
Fui autenticidade
Coração, verdade
Mas você mostrou
O que vinha a ser
Falsificação barata
Em capa de ouro
Banho de prata
Mas não tem nada não
Um dia termina
E um outro começa, então
Em breve vou abrir
Uma joalheria
E te mostrar todo dia
A beleza de ter
Verdadeira riqueza
E não o acúmulo de
Bijouterias.
O fim e o começo
Não merecia destrato
Nem desprezo
Fui autenticidade
Coração, verdade
Mas você mostrou
O que vinha a ser
Falsificação barata
Em capa de ouro
Banho de prata
Mas não tem nada não
Um dia termina
E um outro começa, então
Em breve vou abrir
Uma joalheria
E te mostrar todo dia
A beleza de ter
Verdadeira riqueza
E não o acúmulo de
Bijouterias.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Miragem
São poucos minutos
De repente, presente
De súbito
Surge fagueiro
Leve, manso
Desordeiro
Se encaixa perfeitamente
Entre tudo se camufla
Confunde a mente
É o sentimento elevado
Alforria concedida
É o máximo
E então passa o tempo
Não há ilusão
Só alumbramento
Deixa o encanto
O desejo certo
De não ter sido gente
Apenas afeto
De repente, presente
De súbito
Surge fagueiro
Leve, manso
Desordeiro
Se encaixa perfeitamente
Entre tudo se camufla
Confunde a mente
É o sentimento elevado
Alforria concedida
É o máximo
E então passa o tempo
Não há ilusão
Só alumbramento
Deixa o encanto
O desejo certo
De não ter sido gente
Apenas afeto
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Nojo
Tenho ao ver descrito
Estampado sem constrangimento
A falta da vergonha
Da moral mínima
Do respeito básico
Sem nenhum remorso
Sem mera preocupação
Exposta como a verdade da vida toda
Escondida e falsiada
As costas, as contas, ao peso
Da vida suprimida de apenas um
Que sofreu
Que se valeu só
Em caminho de pedra
Enquanto lá
Faziam, aconteciam
Para finalmente mostrarem
A que ponto chegariam
Passando em cima de todos
E gritando aos quatro cantos
Que fizeram em nome de sentimento tão nobre,
O amor.
Estampado sem constrangimento
A falta da vergonha
Da moral mínima
Do respeito básico
Sem nenhum remorso
Sem mera preocupação
Exposta como a verdade da vida toda
Escondida e falsiada
As costas, as contas, ao peso
Da vida suprimida de apenas um
Que sofreu
Que se valeu só
Em caminho de pedra
Enquanto lá
Faziam, aconteciam
Para finalmente mostrarem
A que ponto chegariam
Passando em cima de todos
E gritando aos quatro cantos
Que fizeram em nome de sentimento tão nobre,
O amor.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Janeiro/00
Aquela tranqüilidade
O balanço da rede
No domingo à tarde
Olhar o céu
Desenhar as nuvens
Ouvir o mar
A cumplicidade do olhar
As paredes e a ventania
No terraço descansar
Ver o sol ir
Estar em paz
Sentir a magia
De verdadeiramente
Estar feliz
Por sentir-se completo
Sabendo do amanhã
Que estaria por chegar
Trazendo suas distâncias,
Seus teoremas
Suas impossibilidades
Mas que seria vencido
Com grande facilidade
Afinal, éramos dois
Enquanto ele,
Invariavelmente,
Por mais que fizesse,
Seria sempre um.
O balanço da rede
No domingo à tarde
Olhar o céu
Desenhar as nuvens
Ouvir o mar
A cumplicidade do olhar
As paredes e a ventania
No terraço descansar
Ver o sol ir
Estar em paz
Sentir a magia
De verdadeiramente
Estar feliz
Por sentir-se completo
Sabendo do amanhã
Que estaria por chegar
Trazendo suas distâncias,
Seus teoremas
Suas impossibilidades
Mas que seria vencido
Com grande facilidade
Afinal, éramos dois
Enquanto ele,
Invariavelmente,
Por mais que fizesse,
Seria sempre um.
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