Verde
Ao longe
Olho o relógio
O passar do tempo
Interrogo
Ao desassossego
que acompanha a
ansia do silêncio
Imploro
Almejante desavisado
Inutilmente
Na sombra
Calo
Sigo, mudo
Por certo
Qualquer incerto
Rumo
No breu
A esmo
No solário
Protejo
Pensamentos inertes
aprisionados na
memoria do coração
Trago
A verde esperança
que é a primeira
a nascer
E a única
a nunca morrer
Mesmo, muitas vezes,
Figindo-se morta.
sábado, 29 de janeiro de 2011
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